quinta-feira, 20 de maio de 2010

"Bola de Berlim"

Eu vi o seio, a pele nua, senti o perfume afaguei a tua nuca.
E não existia limite para o pescoço que suportava giros malucos da cabeça que rodopiava nos beijos que eu lhe dava.
Teus cabelos, que já foram longos e agora curtos, entrelaçados em meus dedos, faziam da minha mão uma presa que se perdia em tão finos frageis fios.

Quando o beijo parava, o silêncio reinava, a respiração ofegava.
Era o momento em que meus olhar te admirava, como se fosse uma obra de arte inacabada.
E seu momento de término, era quando meus olhos se fechavam e meu coração imaginava.

Imaginava você comigo, imaginava você e eu, Imaginava o nós.
Que não existe, somente após o vós e todos aqueles.
Que batalham e caem na rede, de sentimentos desgovernados e corações pendurados na parede.


Eu sinto que apaixonar faria bem a saúde, assim como amar, faria bem a alma. Sinto que sinto algo além do vazio que insisto todos os dias.
Sinto que, você irá ser feliz, como um dia eu quis, fazer...

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